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O mercado não está aquecido apenas para os pilotos, com o novo regulamento podendo levar a mudanças no cenário para as montadoras

Race start

A temporada 2026 da MotoGP mal começou, mas todos já estão de olho em 2027. E a chegada do novo regulamento pode mexer não somente com os pilotos pelo grid, mas também com a distribuição das equipes satélites entre as montadoras.

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Diferentemente da Fórmula 1, que ganhou uma equipe nova nesta temporada 2026, com a chegada da Cadillac na entrada do novo regulamento técnico, a principal categoria do motociclismo mundial manterá seu grid de 11 times no próximo ano. Porém. há perspectivas reais de mudanças na distribuição de motos entre as montadoras.

Enquanto a Honda mira ativamente contar com seis motos no grid (contra as quatro atuais), Ducati e KTM  podem, inclusive, perder espaço, com uma situação mais delicada para a montadora austríaca.

Por isso, o Motorsport.com analisa como está a movimentação dos bastidores para as seis equipes satélites que compõem o grid da categoria.

VR46

A equipe de Valentino Rossi chegou a ter conversas iniciais com a Aprilia, mas tudo está encaminhado para sua continuidade com a Ducati. Uma confirmação oficial parece ser uma mera formalidade, já que a marca italiana determinou, inclusive, que Fermín Aldeguer correrá pela equipe em 2026, em meio à dúvidas sobre a continuidade da Gresini.

Alex Marquez, Gresini Racing

Alex Marquez, Gresini Racing

Foto de: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images

Gresini

Uma das grandes dúvidas sobre 2027 paira sobre a Gresini. Como no ano que vem teremos um regulamento novo, todas as motos serão modelos do ano, sem a diferenciação que a Ducati tradicionalmente faz. Mas esse "upgrade" vem com um custo, literalmente: a marca italiana está cobrando mais pelo uso de suas máquinas.

No momento, a Gresini ainda não sabe se terá condições de arcar com o valor cobrado pela Ducati, já que o Pacto de Concórdia da MotoGP segue em discussão, deixando no ar quanto que cada equipe receberá da receita da categoria.

A Ducati tem confiança de que conseguirá manter suas seis motos no grid em 2027 sem alterações em sua estrutura. Em Goiânia, Nadia Padovani, dona da Gresini, se reuniu com a direção da marca italiana, e ambas as partes saíram felizes do encontro.

Mas, caso a situação não termine como a Ducati quer, a Honda surge como uma possibilidade real para a Gresini. A marca japonesa quer contar com seis motos no grid em 2027, e vê no time italiano uma boa saída, com uma estrutura bastante consolidada na MotoGP.

Além disso, pode ser uma boa saída para o escoamento de seus pilotos para o próximo ano. A Honda já tem Johann Zarco e Diogo Moreira garantidos para 2027 e Fabio Quartararo bem encaminhado, enquanto outros dois nomes negociam: David Alonso, diretamente para a equipe oficial, e Dani Holgado, para a Gresini.

LCR

Enquanto a Honda busca uma terceira equipe para sua estrutura, a situação da LCR está mais do que garantida. A parceria 20 anos segue firme e forte, e Johann Zarco já está confirmado para 2027 na LCR.

A dúvida fica em torno de Diogo Moreira: o brasileiro tem uma opção de subir para a equipe oficial em 2027 mas, com as negociações de Alonso rolando, ele pode inclusive seguir na LCR no próximo ano.

Enea Bastianini, Red Bull KTM Tech 3

Tech3

A outra grande dúvida do grid de 2027. Se, no ano passado, muitos questionavam a continuidade da Tech3 na estrutura da KTM por causa da grave crise financeira que a marca austríaca atravessava, o motivo de 2026 é bem diferente.

Por mais que Enea Bastianini tenha vivido por uma etapa muito sólida no último fim de semana em Austin, o início da temporada 2026 mostrou que existe um abismo de performance entre Pedro Acosta e os demais pilotos da marca, o que tem causado uma irritação no novo dono da Tech3, Gunther Steiner.

Informações de bastidores afirmam que Steiner já vem cobrando a KTM por melhoras. E, com a possível ausência de Maverick Viñales após sua cirurgia no ombro, ele também pede um substituto à altura.

Mas Steiner vem deixando suas opções abertas, e a Honda pode ser uma saída para a Tech3, especialmente se o acordo com a Gresini não for adiante.

Trackhouse

Assim como a VR46 teve conversas iniciais com a Aprilia, a Trackhouse fez o mesmo com a Ducati, mas tudo aponta para uma continuidade da parceria com a marca italiana de Noale. Isso ganha ainda mais força com o fato de Ai Ogura já estar confirmado como piloto da Aprilia para 2027.

Pramac

A Yamaha é a única das cinco marcas que deve chegar a 2027 com estrutura inalterada. Focada no desenvolvimento de seu motor V4, a marca japonesa não pensa em expandir sua presença no grid, enquanto a Pramac já tem um contrato de longo prazo com a Yamaha.

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