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MotoGP: Márquez recusou proposta 'bizarra' da Ducati antes de assinar para 2025

Antes de acertar com Márquez, fabricante sugeriu que ele e Martín, atual ocupante da vaga, resolvessem na pista quem seria contratado, com motos diferentes

Marc Marquez, Gresini Racing, Jorge Martin, Pramac Racing.

Marc Márquez explicou por que recusou a proposta inusitada da Ducati de competir com Jorge Martín na pista por um lugar na equipe de fábrica para a temporada de 2025 da MotoGP. O motivo é que ele, simplesmente, não teria equipamento para brigar com o rival da Pramac, atual líder do campeonato de pilotos e com duas vitórias no ano.

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Na última quarta-feira (5), foi anunciado que o hexacampeão da categoria rainha deixará a Gresini para se juntar à Ducati no próximo ano, fazendo parceria com Francesco Bagnaia em um  'dream team'. No entanto, até esse acordo ser fechado, pilotos e equipes passaram por uma verdadeira novela, que culminou na proposta inusitada da marca italiana.

Márquez explicou que não sentia ter as mesmas armas para enfrentar Martín luta pelo título de 2024. O piloto da Gresini compete, atualmente, com uma moto GP23 de um ano de idade, enquanto o seu compatriota tem a Desmosedici de última especificação, já que a Pramac a única satélite com suporte de fábrica da Ducati.

"É simples: se você precisa ganhar na pista, precisa ter as mesmas condições, algo que eu não tenho agora", disse ele ao canal SER, da Espanha.  "(Mas) isso não é desculpa, e estou provando que posso ser competitivo", complementou, referindo-se ao seu desempenho no campeonato de pilotos, em que ocupa a terceira colocação.

Marc Márquez correrá pela Ducati na temporada de 2025 da MotoGP, em reviravolta na carreira.

Marc Márquez correrá pela Ducati na temporada de 2025 da MotoGP, em reviravolta na carreira.

Foto de: Gold and Goose / Motorsport Images

Inicialmente, a Ducati havia escolhido Martín para o lugar de Enea Bastianini, mas essa opção dependia de Márquez aceitar uma oferta para se juntar à satélite Pramac, algo que o hexacampeão descartou durante a conferência de imprensa do GP da Itália.

Para tentar manter os dois em seu guarda-chuva, a fabricante sugeriu que eles disputassem a vaga um contra o outro na pista, com o vencedor recebendo o cobiçado assento 2025. Portanto, embora Martín tenha sido originalmente selecionado, Márquez garantiria uma promoção automática caso o superasse em 2024. No entanto, Marc recusou esta opção.

Temendo o risco de perder o talento e poder de marketing do hexacampeão para outra fabricante, a Ducati, em reviravolta, mudou sua decisão original e optou por contratar Márquez de uma vez, garantindo-o como dupla de Bagnaia para 2025. Martín, por sua vez, assinou contrato com a Aprilia após a corrida de Mugello.

Antes de acertar com a Ducati, Márquez recebeu proposta inusitada de resolver disputa por vaga na pista.

Antes de acertar com a Ducati, Márquez recebeu proposta inusitada de resolver disputa por vaga na pista.

Foto de: Gold and Goose / Motorsport Images

Além de sentir desvantagem na pista, Márquez precisava fechar acordo rapidamente também por conta de patrocínio. "Há os apoiadores que, no meu caso, me acompanharam durante toda a minha carreira. Uma multinacional fecha seus contratos em setembro para os próximos dois anos e não pode esperar. Era inviável", disse.

O hexacampeão elogiou, ainda, o papel que o gerente da Ducati, Gigi Dall'Igna, desempenhou nos últimos meses, antes de enfatizar a importância de seus próprios resultados no início de 2024 para conseguir o assento na fabricante.

"Se estou na Ducati é por causa de Gigi", reiterou o piloto. "A carta que mais pesa é a pista, e os engenheiros da Ducati, como me disseram, estão vendo o meu progresso com a moto de 2023, e isso ajudou muito".

Embora tenha feito uma rápida adaptação à GP23 depois de 11 anos na Honda, e esteja atualmente em terceiro no campeonato, atrás de Martin e Bagnaia, Márquez não vence uma corrida desde 2021. No entanto, mesmo com esse jejum, ele acredita se manter focado no progresso. "Uma das coisas que aprendi é a não ficar obcecado, porque se pensar apenas em vencer, haverá acidentes", reiterou.

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