MotoGP - Márquez: "Sei que o que estou fazendo não é normal. É excepcional"
Piloto espanhol é líder com 175 pontos de vantagem e pode ser campeão já em Misano, mas ainda assim diz que "quer manter os pés no chão"

Dez vitórias em 14 GPs. Oito pole positions, doze pódios e 455 pontos, impulsionados em parte por suas treze vitórias em sprints. Esses são os números da campanha de 2025 de Marc Márquez na MotoGP.
Desde o GP de Aragón, realizado em 8 de junho, apenas Márquez conseguiu cruzar a linha de chegada em primeiro lugar na MotoGP, acumulando sete dobradinhas consecutivas e 259 pontos.
Nunca antes houve um domínio tão imperial como o do piloto da Ducati, que tem todo o grid da MotoGP em suas mãos: "Tudo bem, tudo bem", diz o espanhol quando lhe contam todos os números que acompanharam uma temporada que entrará para a história, "mas quero manter meus pés no chão. Estou muito consciente e sei que não é normal, não estou acostumado a isso. É algo excepcional".
"Porém, enquanto eu puder continuar com essa intensidade, continuarei. E continuo repetindo e internalizando que o dia que chegar, o dia que eu não puder vencer, esse dia será notícia para vocês, a mídia, mas para mim não será. Estamos na MotoGP e a derrota pode vir no próximo fim de semana".
Foi uma vitória que ficou a milímetros de não acontecer, no entanto, quando, na segunda curva da corrida, Márquez bateu na moto de Marco Bezzecchi e quase foi ao chão.
"Na primeira curva, joguei pelo seguro, vi Marco por dentro, poderia ter feito a curva perfeitamente por dentro, mas não sabia quanto controle ele tinha sobre a situação e decidi deixar os freios acionados, sabendo que estava perdendo a primeira posição", relembrou.
"Na curva 2, fiquei surpreso com a linha dele, que depois percebi ser sua linha normal, diminuindo muito a velocidade na curva e saindo muito apertado por dentro, muito diferente de mim, que estava andando muito mais largo. Então, fui pego de surpresa pela linha dele na segunda curva. É claro que nas corridas tudo pode acontecer e, quase, naquele toque, jogamos fora todo o fim de semana", detalhou.
Até agora, o principal rival de Márquez na pista era seu próprio irmão, Álex Márquez. Vencedor em Jerez e segundo em seis das onze primeiras corridas da temporada, o piloto da Gresini foi top 3 em onze sprints até agora. No entanto, ele sofreu uma lesão em Assen e, desde então, apesar de manter o segundo lugar na classificação geral, que dificilmente perderá, sua diferença para o líder aumentou para 175 pontos.

Marc Márquez, Alex Márquez, Aspar Circuit, Austin
'O que há de errado com Álex?', perguntou o Motorsport.com a Marc Márquez na Hungria: "Nada, não há nada de errado com ele. A lesão o fez perder o ritmo, depois ele chegou a Brno ainda lesionado, cometeu um erro que o penalizou na Áustria, e o Balaton Park é um circuito totalmente contrário ao seu estilo", resumiu.
"Mas a Catalunha chegará e você verá como ele estará na frente. O mais importante é que ele ainda está em segundo lugar no campeonato. Tentarei ajudá-lo a continuar marcando o máximo de pontos possível, assim como ele me ajuda, e como nós nos ajudamos todos os finais de semana, como temos feito desde o início da temporada", falou sobre a relação com o irmão.
No entanto, a diferença entre os irmãos Márquez significa que agora, em Barcelona, se Marc marcar 10 ou mais pontos que Álex e chegar a Misano com uma vantagem de 185 ou mais pontos, ele poderá fechar o campeonato na Riviera de Rimini e proclamar o título. Impossível?
"Não é impossível, matematicamente não é. Mas eu espero e desejo 'levantar o caneco' no Japão ou na Indonésia. Com certeza a Ducati gostaria de tê-la na Itália e eu tentarei fazer o meu melhor em Montmeló, mas desejo ao meu irmão o melhor e gostaria que ele tivesse um bom fim de semana na Catalunha", finalizou.
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