MotoGP: Michelin simplifica oferta de pneus dianteiros para 2026
Em sua última temporada antes da entrada da Pirelli, fabricante francesa apresentará menos especificações de compostos
Foto de: Gold and Goose / Motorsport Images
Dez anos depois de se tornar o fornecedor exclusivo da MotoGP, a Michelin enfrenta sua última temporada na categoria rainha, que, a partir de 2027, passará a utilizar pneus da Pirelli.
Antes desta notícia ser divulgada, em março do ano passado, a Michelin já tinha iniciado o desenvolvimento de um novo pneu dianteiro. A fabricante buscou satisfazer os pedidos dos pilotos quanto à dureza dos compostos em alguns circuitos, que exigiam um pneu que transmitisse melhor as sensações da pista. O novo composto foi testado em diferentes ocasiões, incluindo sessões privadas e oficiais, em 2024 e 2025.
O último teste foi em Aragón, em 9 de junho do ano passado. Muitos pilotos garantiram que o novo composto iria melhorar o desempenho em algumas pistas, porém, conforme revelado por responsáveis da própria marca francesa, os fabricantes da MotoGP rejeitaram a introdução do novo pneu em 2026, por ser um ano de transição do regulamento técnico.
Após essa decisão inesperada, a Michelin explicou, e agora confirma, que a alocação para esta temporada será simplificada. A partir de 2026, os pneus dianteiros funcionarão da seguinte forma: duas especificações em vez das três de 2025. Sete pneus atribuídos por especificação, em vez dos cinco do ano anterior. Quatorze pneus no total, em vez dos quinze da temporada passada.
Para os circuitos especialmente expostos à incerteza meteorológica e às variações de temperatura, a atribuição permanecerá idêntica à de 2025, “a fim de garantir a segurança, o desempenho e a equidade esportiva”, diz a Michelin em referência aos GPs da França, Grã-Bretanha, Alemanha, Austrália e Valência, que serão disputados no final de novembro. Nestes eventos, serão mantidas três especificações de pneus dianteiros, com uma atribuição de cinco por especificação (15).
Em sua nota, a Michelin faz questão de deixar claro que a decisão não partiu dela. “Essa evolução da alocação de pneus dianteiros para 2026 foi definida em consulta com as equipes, bem como com a Dorna Sports, a IRTA e a MSMA, e foi oficialmente validada pela Comissão do GP”, ou seja, por todos os atores do campeonato.
“Com esta nova racionalização da atribuição de pneus dianteiros, continuamos o trabalho iniciado em 2018. Durante as últimas oito temporadas de MotoGP, a Michelin reduziu pela metade o número de especificações oferecidas aos pilotos, ao mesmo tempo em que melhorou continuamente a segurança e o desempenho em um número cada vez maior de circuitos, como demonstram os inúmeros recordes alcançados”, explica Piero Taramasso, diretor de competição de duas rodas da Michelin.
Como prova dessa evolução, a Michelin lembra que, em 2018, havia 58 especificações diferentes de pneus dianteiros e traseiros para 19 GPs, em comparação com as 29 de 2026, para 22 corridas, “reduzindo progressivamente o volume de pneus fabricados e transportados”.
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