MotoGP - Miller mantém visão positiva sobre projeto V4 da Yamaha: "Tem que ter a mentalidade certa"
Piloto australiano não foge das deficiências do projeto, mas afirma que é preciso entender que desenvolvimento do V4 está apenas em seus primeiros dias
A Yamaha chega para o GP do Brasil de MotoGP em Goiânia com um desafio nas mãos: seguir evoluindo com a nova M1 com motor V4. Após uma estreia complicada na Tailândia, a marca espera que o ineditismo do circuito possa ser um ponto a seu favor. E, em meio às críticas feitas pelos seus pilotos, Jack Miller segue um caminho oposto, pedindo paciência.
A marca japonesa anunciou em 2025 que trocaria seu tradicional motor quatro em linha pelo V4 para 2026, seguindo o caminho traçado pelas demais montadoras há anos. Mas, como era de se esperar, o início dessa nova era não foi fácil para a Yamaha, que viu seus pilotos no fundo do grid na Tailândia.
Enquanto Fabio Quartararo, principal nome da marca japonesa, faz previsões cada vez mais pessimistas sobre o futuro, Jack Miller tenta ver as coisas de forma mais positiva. Questionado pelo Motorsport.com sobre como é buscar competitividade em meio ao desenvolvimento do V4, o australiano da Pramac vê uma luz no fim do túnel.
"Estamos na fase 'bebê', o projeto está bem no início. Você tem que abordar isso com a mentalidade certa, porque se não o fizer, já começa um passo atrás. Tentamos encarar cada fim de semana como uma cabeça aberta, onde tudo é possível — aqui é a MotoGP, corrida de moto, você precisa dessa atitude".
"E vai melhorar. Vai melhorar a cada vez que pilotarmos a moto, a cada mudança de pista e a cada ajuste".
Por outro lado, Miller admite que o início de temporada espaçado no calendário (três semanas entre Tailândia e Brasil e um mês entre Austin e Espanha) pode ser um empecilho, em contraponto a um final de campeonato bem frenético.
"Me sinto bem, pronto, animado... é uma merda quando você tem a primeira corrida e depois duas semanas de folga, parece uma eternidade. Estou louco para correr, ter a primeira sequência de corridas consecutivas do ano".
"O começo do ano está devagar e o final vai ser ocupado pra caramba. Seria bom se equilibrassem um pouco, mas as circunstâncias mudaram. Estou ansioso para correr, com certeza. Não estarei dizendo isso em Valência, mas agora estou".
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