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Análise

Valentino Rossi pode igualar o pior ano de sua carreira na MotoGP

Heptacampeão está apenas em sétimo no atual campeonato com a Yamaha

Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing

Considerado o maior fenômeno da história da MotoGP, Valentino Rossi está tendo uma temporada 2019 para se esquecer aos 40 anos de idade.

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O heptacampeão tem mais duas corridas no calendário (Malásia e Valência) para tentar não igualar sua pior posição da carreira em um campeonato da categoria principal de motovelocidade.

Rossi atualmente é o sétimo colocado na tabela de pilotos, com 153 pontos. Se permanecer assim, o italiano igualará o ano de 2011, em que ficou em sétimo no seu primeiro 'pesadelo' na Ducati.

O 'Doutor' ainda tem que ficar de olho na concorrência de Jack Miller pelo sétimo lugar, já que o piloto australiano da Pramac Ducati está na espreita, com 141 pontos. Outro que está próximo, embora não seja uma ameaça grande, é o britânico Cal Crutchlow, da Honda LCR.

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Em 2019, porém, ele já tem mais pontos do que em 2011, quando marcou apenas 139 e conquistou somente um pódio, um a menos do que nesta temporada.

Neste momento, o novato Fabio Quartararo é o sexto colocado com 163 pontos, 10 a mais que Rossi. No entanto, o francês da Yamaha Petronas tem tido um campeonato melhor que o heptacampeão, já conquistando quatro pole positions e seis pódios.

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O quinto colocado é o italiano Danilo Petrucci, da Ducati, com 169 pontos. O companheiro de equipe de Rossi na Yamaha, Maverick Viñales, da Espanha, é o quarto, com 176 pontos.

Até aqui, qualquer indício de aposentadoria por conta de uma má fase na carreira não passa de rumores, com Rossi sempre negando a possibilidade.

Entretanto, a realidade é que talvez o tempo daquele que é possivelmente o maior piloto de motovelocidade de todos os tempos possa estar passando.

Rossi não conquista uma pole position desde junho de 2018, quando largou na posição de honra no GP da Itália. E o 'Doutor' não vence uma corrida desde o GP da Holanda de 2017.

Relembre a carreira de Rossi na MotoGP:

1996 (125cc) - 9º no mundial (1 vitória), 111 pontos
1997 (125cc) - Campeão (11 vitórias), 321 pontos
1998 (250cc) - Vice-campeão (5 vitórias), 201 pontos
1998, GP de Imola (250cc)
1999 (250cc) - Campeão (9 vitórias), 309 pontos
1999, GP da Itália (250cc)
1999, GP de Imola (250cc)
2000 - Vice-campeão (2 vitórias), 209 pontos
2001 - Campeão (11 vitórias), 325 pontos
2001, GP da Itália
2002 - Campeão (11 vitórias), 355 pontos
2003 - Campeão (9 vitórias), 357 pontos
2003, GP de Valência
2004 - Campeão (9 vitórias), 304 pontos
2005 - Campeão (11 vitórias), 367 pontos
2005, GP dos EUA
2005, GP de Valência
2006 - Vice-campeão (5 vitórias), 247 pontos
2007 - 3º no mundial (4 vitórias), 241 pontos
2007, GP da Holanda
2007, GP da Austrália
2008 - Campeão (9 vitórias), 373 pontos
2008, GP da Catalunha
2009 - Campeão (6 vitórias), 306 pontos
2009, GP de Portugal
2010 - 3º no mundial (2 vitórias), 233 pontos
2010, GP dos EUA e de Indianápolis
2011 - 7º no mundial (0 vitórias), 139 pontos
2012 - 6º no mundial (0 vitórias), 163 pontos
2013 - 4º no mundial (1 vitória), 237 pontos
2014 - Vice-campeão (2 vitórias), 295 pontos
2015 - Vice-campeão (4 vitórias), 325 pontos
2016 - Vice-campeão (2 vitórias), 249 pontos
2017 - 5º no mundial (1 vitória), 208 pontos
2018 - 3º no mundial (0 vitórias), 198 pontos
2019 - 6º no mundial (em andamento)
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