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Cacá dispara contra CBA: “presidente tem culpa no cartório”

Após ser prejudicado na corrida 2 por supostamente não ter consertado luz de freio, carioca detona direção de prova da Stock Car

Cacá Bueno no Velo Città

Depois de ser o terceiro na corrida 1 deste final de semana no Velo Città, Cacá Bueno foi obrigado a ir aos boxes reparar a luz de freio de seu carro. O piloto foi acusado por concorrentes de que sua luz não acendia, o que representa um problema de segurança devido ao regulamento da Stock Car.

No entanto, a Cimed Racing conseguiu reparar o carro de Cacá e ele retornou à pista. Só que os comissários da CBA o mandaram voltar para se certificarem de que sua luz estava realmente funcionando. Cacá perdeu uma volta no processo e se irritou profundamente com o ocorrido após ser obrigado a abandonar a corrida.

“Alguma equipe acusou que a nossa luz tinha um problema”, disse ele ao Motorsport.com.

“Isso foi verificado e parece que realmente existia um problema. Meu carro foi tirado do grid, e até ai tudo bem. Eu teria que largar dos boxes, ok. Levamos dez minutos para fazer a luz funcionar. Ela funcionou, o comissário viu que ela funcionou e a televisão mostrou isso. Com eles atrás, a minha luz acende e apaga. Enquanto isso, eu me amarrei dentro do carro, enquanto todos os mecânicos colocam o volante e o painel de volta. Eu pisei várias vezes no freio, e vi que tinha reflexo da luz de dentro do carro.”

“O comissário sabia que estava acendendo, mas, por decisão dele, fui mandado parar no box de novo. Ele fez isso sabendo que se eu parasse novamente, isso causaria minha saída da corrida. Eu estava meia pista atrás do resto, mas se entrasse um Safety Car eu estaria no jogo – e entrou um Safety Car. Eu estaria no jogo da corrida, precisando de muito menos combustível do que todo mundo. Poderia fazer alguns pontos.”

“Eu não posso acusar o comissário de ser mal intencionado. Então, levando em consideração isso, ele está incrivelmente mal preparado. Ele tratar com tamanho desrespeito uma equipe que gasta milhões para estar aqui, e que move milhares de pessoas para assistir uma corrida. Ele só tinha uma função: Olhar a luz. Se ele estava olhando para os outros lugares, é um problema dele. E depois, se ele acha que não funciona, ele tem todos os comissários esportivos para ver se a luz funciona ou não. Desclassificaram o Marcos Gomes da corrida 1 porque viram da torre que a luz não funcionava, então de lá dá para ver. Ele decidiu me tirar da corrida, me tirou da corrida.”

Cacá disparou contra a Confederação Brasileira de Automobilismo, e os acusou de persegui-lo.

“Isso é mais recorrente comigo do que com os outros, né? Então, infelizmente eu fico triste, porque falei muito com o Dadai (Waldner Bernardo, presidente da CBA) nas outras semanas depois do que houve em Campo Grande.”

“Ele prometeu pulso rígido e ações maiores, ele disse que ia preparar os comissários esportivos dele, mas continuam os mesmos aqui. Ele não fez nada. O Dadai tem culpa no cartório. Então, se os comissários dele não estão prontos para estar aqui, a culpa é dele e ele tem que vir aqui botar a cara e pedir desculpas para mim.”

“Vou falar de novo com o presidente e quero no mínimo um pedido de desculpas por tudo o que aconteceu hoje, porque senão a gente vai recomeçar uma briga que já foi exposta para todo mundo, com áudios e conversas de WhatsApp com combinações de comissários para tirar pontos de mim. Isso aconteceu no passado. Os jornais publicaram, os sites publicaram e tudo mais. Não inventei nada.”

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