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Bruno Senna: "É um carro que me dá mais confiança para pilotar no limite"

Brasileiro fala sobre expectativas para o restante do ano na Renault, as dificuldades de Spa e a ajuda de Massa e Barrichello

Bruno Senna durante o GP da Bélgica

Recentemente confirmado como piloto titular da Renault até o final do ano, Bruno Senna respondeu perguntas dos fãs no site da equipe. O brasileiro revelou que a experiência de Rubens Barrichello e Felipe Massa o ajuda e explicou por que ficou bravo consigo mesmo em Spa. Confira os principais trechos da entrevista.
 
Quando você saiu da pista no treino livre, mesmo ainda de capacete, parecia que você estava falando. O que você disse para si mesmo naquele momento?

BRUNO SENNA:
Estava muito bravo comigo mesmo por ter perdido tempo precioso de pista e sabia que tinha dificultado muito as coisas para mim. Felizmente consegui pegar o ritmo rapidamente e tive uma boa performance para a equipe na classificação.
 
Como foi competir pela primeira vez na F-1 desde 2010?

BRUNO SENNA:
 Foi ótimo. Estava ansioso antes de entrar no carro, mas à medida que as voltas foram passando, me senti mais e mais confortável e tentei aprender o máximo possível com a equipe.
 
Qual foi o aspecto mais difícil de entrar no meio da temporada?

BRUNO SENNA:
 Com certeza não conhecia os pneus e seu comportamento. Você só tem uma noção dos pneus depois de guiar com eles, então não foi fácil entrar em uma corrida no seco sem ter feito voltas com o tanque cheio, mas fiquei feliz com minha corrida e consistência.
 
Quando você acha que estará 100% confortável com o carro?

BRUNO SENNA:
 É difícil prever, mas espero que não demore muito tempo. Sou muito privilegiado por ter uma grande equipe a meu redor me dando todo o apoio necessário para acelerar meu aprendizado.
 
Você consegue colocar em palavras a diferença entre pilotar a Renault e o carro com que correu ano passado?

BRUNO SENNA:
 Claro que é muito bom pilotar um carro de uma equipe que ganhou campeonatos e tem tanta história e também o R31 é muito mais desenvolvido. É um carro que me dá mais prazer e confiança para pilotar no limite; é mais rápido, então quanto mais rápido você é, mais prazer você sente. Agora estou correndo por pontos com uma equipe competitiva e vou tentar me desenvolver como piloto tanto quanto possível.
 
O que você acha que pode aportar à equipe nesta segunda metade da temporada?

BRUNO SENNA:
 Sempre consegui dar boa informação sobre o carro. Estou confiante de que conseguirei ajudar a acertar bem o carro para a classificação e a corrida. Acredito que aprendo rápido, então vou usar todo o conhecimento que construí nos últimos seis meses como terceiro piloto, como participar do lado técnico, para ajudar a deixar a melhor impressão que puder e dar à equipe a melhor chance de voltar a marcar pontos. Não tenho dúvida de que o time estará me apoiando para termos sucesso.
 
Sobre o que você normalmente conversa com outros pilotos?

BRUNO SENNA:
 Normalmente quando você está no circuito fala sobre as condições da pista e às vezes como você faz certas curvas. Então sempre que estou com caras experientes, especialmente os brasileiros, Massa e Rubens, pergunto o que eles estão fazendo, se estão fazendo determinada curva de pé embaixo, se estão usando a DRS. Eles me ajudam muito.
 
Ayrton disse ‘se você pensa que sou rápido, deveria ver meu sobrinho’?

BRUNO SENNA: 
Não há nenhuma pressão nisso, não é? Ele realmente disse isso. Claro que ele me elogiava quando pilotava karts contra ele na fazenda e tinha tempos de volta similares, ainda que eu tivesse oito ou nove anos, e claro que era divertido, porque ele sempre tentou manter o espírito competitivo em mim, sempre tentando competir comigo e me fazendo tentar batê-lo. Espero que ele não esteja errado. 

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