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Diretor técnico da F1 evita comparações com Fórmula E

Ross Brawn prega respeito ao trabalho “fabuloso” da categoria elétrica, mas diz que campeonatos ainda estão em patamares muito diferentes

Sébastien Buemi, Renault e.Dams, on Pole Position at the start of the race
Daniel Abt, Audi Sport ABT Schaeffler, Lucas di Grassi, Audi Sport ABT Schaeffler
Chase Carey, Chief Executive Officer and Executive Chairman of the Formula One Group and Ross Brawn, Formula One Managing Director of Motorsports
Sebastian Vettel, Ferrari SF71H and Kimi Raikkonen, Ferrari SF71H battle at the start of the race
Daniel Abt, Audi Sport ABT Schaeffler, Lucas di Grassi, Audi Sport ABT Schaeffler

Diretor técnico da F1, Ross Brawn acredita ser difícil fazer comparações entre F1 e Fórmula E, já que vê as duas categorias em patamares muito diferentes no aspecto técnico e de promoção.

A Fórmula E iniciará no fim do ano sua quinta temporada, que marcará a estreia de seu novo carro. A categoria realiza eventos em circuitos de rua de todo o mundo e atrai a participação de várias fabricantes do setor automotivo.

Questionado sobre o assunto, Brawn pregou respeito ao trabalho “fabuloso” desenvolvido pela categoria, mas insiste que ambas não são comparáveis por diferentes motivos.

“Acho que temos de respeitar o que a Fórmula E está fazendo e o que está conquistando”, disse Brawn. “Mas, se você olhar para a magnitude das duas, elas não são realmente comparáveis em termos do número de fãs que temos, do apelo da F1. A Fórmula E ainda é iniciante nesse aspecto.”

“Com todo o respeito, ela ainda é uma categoria iniciante. É um grande evento em termos das coisas que acontecem ao seu redor, mas a corrida em si é muito mansa em comparação a um evento de F1. Os carros não são particularmente rápidos, eles não têm personalidade envolvida. É uma categoria menor, iniciante.”

“Mas eles estão fazendo um trabalho fabuloso no evento, transformando isso em uma festa nas ruas. Mas a F1 é diferente. A F1 é o topo do automobilismo – a velocidade que temos, o calibre dos pilotos que temos, o calibre das equipes que temos.”

Em termos de tecnologia, Brawn afirmou que a F1 poderá passar a usar motores totalmente elétricos no futuro, contanto que a transição seja algo natural.

“Acho que a F1 evoluirá na direção que tem o equilíbrio certo entre esporte e relevância, engajamento com os fãs. Em cinco anos, 10 ou seja lá quanto for, se houver a necessidade e o desejo por um tipo diferente de unidade de potência na F1, faremos isso.”

“Nada nos impede de usar carros elétricos na F1 no futuro. No momento, eles não entregam o espetáculo. [Mas] Não vejo a F1 necessariamente presa à combustão interna para sempre.”

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