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Domenicali afirma que F1 "está conversando com novas montadoras"

O novo CEO da categoria acredita que a plataforma da F1 pode ser importante para atrair novos nomes ao esporte

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Stefano Domenicali assumiu o cargo de CEO da Fórmula 1 no lugar de Chase Carey em um momento crítico para o esporte, que enfrenta uma crise sanitária e econômica vinculada à pandemia da Covid-19, mas também com problemas internos, como a perda da Honda. Mas o ex-chefe da Ferrari assegurou que o futuro para o esporte é bom, afirmando que já negocia com novas montadoras que estariam interessadas em integrar o campeonato.

"Como tornar a categoria atrativa para novas montadoras" é um dos tópicos mais importantes que Domenicali tem em suas mãos no momento. Desde a chegada da Haas em 2016, a F1 não teve nenhuma equipe nova, e com a saída da Honda no final do ano, a categoria ficará apenas com três fornecedoras de motores (caso a Red Bull não consiga a aprovação do congelamento dos motores para assumir o programa da Honda).

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A partir deste ano, entra em vigor um novo teto orçamentário na F1, para limitar os gastos e conter os gastos que estavam previstos com a introdução do novo regulamento técnico de 2022.

Os carros do próximo ano serão menos complexos e mais padronizados, o que deve reduzir os gastos de todo o grid, permitindo também melhores disputar no grid, ajudando com o componente do espetáculo para os fãs.

Falando com a Sky Sports F1, Domenicali falou sobre as mudanças que a categoria terá no futuro próximo.

"Acredito que um dos maiores objetivos das montadoras hoje em dia é rejuvenescer. Existe uma espécie de luta entre as montadoras originais e as novas que entram no ramo da mobilidade. Acredito que ambas podem usar a plataforma da Fórmula 1 para obter a imagem renovada que podem precisar para o futuro".

"O que posso adiantar é que já estamos conversando com outras montadoras. No momento, algumas preferem passar despercebidos, mas a boa notícia é que ainda temos outras empresas, muito importantes, que realmente estão interessadas em compreender o que podem tirar a partir da plataforma que a F1 provê. Não apenas em termos de tecnologia, mas também em termos de como a F1 pode colaborar com a fábrica".

Domenicali assegurou ainda uma nova era das unidades de potência que custará menos para as montadoras e equipes.

"Não é possível que a nova unidade de potência da Fórmula 1 [que chegará em 2025 ou 2026] custe o que custa hoje. Acredito que há uma grande margem para trabalharmos, e um dos objetivos que temos é convencer as equipes e montadoras a adiantar o novo motor, antes do que está previsto no regulamento. Asseguramos que esse tipo de discussão faz parte do calendário. Tenho certeza de que é possível dar conta disso".

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