Entenda por que equipes clientes não escolhem seu próprio combustível na F1
Regulamento da Federação Internacional do Automobilismo tem atuação direta nesse comportamento
Foto de: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
Que a Fórmula 1 é um esporte em que até o parafuso é extremamente importante, todo mundo sabe, mas qual a parcela de relevância dos combustíveis nessa equação e por que as equipes clientes usam o mesmo fornecedor que as responsáveis por supri-los com as unidades de potência?
Com a grande mudança de regulamento prestes a entrar em vigor - a partir do GP da Austrália em março - os combustíveis também se tornaram um elemento crucial. Contudo, a necessidade de criar uma gasolina 'verde', sem o uso de combustíveis fósseis, vem se mostrando um trabalho complexo.
Para 2026, teremos cinco petrolíferas no grid. Confira abaixo:
Fornecedores de combustível 2026
| COMBUSTÍVEL | EQUIPE |
| Petronas | Mercedes, McLaren, Williams e Alpine |
| Shell | Ferrari, Haas e Cadillac |
| ExonMobil | Red Bull e Racing Bulls |
| Aramco | Aston Martin |
| BP Castrol | Audi |
Não é coincidência que os times clientes usem o mesmo combustível que suas fornecedoras. Na verdade, é previsto em regulamento que isso aconteça.
APÊNDICE C5: HOMOLOGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE UNIDADES DE POTÊNCIA, COMBUSTÍVEL E ÓLEO PARA 2026–2030
1.4 Cada Fabricante de Unidade de Potência (PU) deve submeter um único dossiê de homologação, que se aplica a todas as equipes de F1 que ele pretende fornecer. Apenas a especificação do combustível, a especificação do óleo do motor e as peças que tenham passado por uma modificação incidental mínima, de acordo com as disposições do parágrafo 3.5 abaixo, podem diferir entre as equipes de F1. Nesses casos, tais diferenças devem ser declaradas separadamente nas seções específicas do dossiê de homologação.
Todas as Unidades de Potência fornecidas por um mesmo Fabricante de PU também devem ser operadas da mesma maneira e, portanto, devem:
a. Ser idênticas, de acordo com o dossiê, para cada equipe de F1.
b. Operar com software idêntico para o controle da PU, sendo capazes de funcionar exatamente da mesma forma.
c. Operar com especificações idênticas de óleo do motor e combustível, bem como com as calibrações de software associadas, a menos que um fornecedor alternativo seja preferido por uma equipe cliente.
Ou seja, logicamente, não faz sentido uma equipe cliente não usar o mesmo óleo e o mesmo combustível que o esquadrão fornecedor uma vez que a construção do motor é feito em parceria direta com a petrolífera. Optar por uma gasolina diferente poderia fazer a unidade de potência não operar de forma ideal, haver perda de desempenho e afetar diretamente a confiabilidade.
E, claro, os acordos comerciais entre as equipes de fábrica e as clientes envolvem a obrigatoriedade de não solicitar um novo fornecedor de combustível.
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