F1: Qual o valor e o peso da temporada 2026 para as equipes?
O ano de 2026 pode, e deve, ser um marco muito importante para os 11 concorrentes ao título
A temporada 2026 da Fórmula 1 está cada vez mais perto do seu início. Com a primeira etapa programada para acontecer em março, com o GP da Austrália, as 11 equipes que comporão o grid têm muito a ganhar, e a perder, neste ano recheado de novidades.
Por mais que o foco esteja totalmente voltado para as mudanças implementadas devido à alteração brusca no regulamento técnico e na compreensão do novo carro, cada esquadrão lidará, concomitantemente, com seu próprio objetivo, meta ou fracasso a ser evitado.
O Motorsport.com traz, equipe por equipe, qual o tamanho de 2026 na história de cada uma.
McLaren
A atual campeã de construtores e de pilotos chega em 2026 com a missão de defender a, ainda curta mas já existente, hierarquia 'papaia'. Além de se manter como o time a ser batido, a atual temporada servirá como um recado para os rivais de que o esquadrão de Woking se juntou, de vez, à turma que figura a parte de cima da tabela.
Com Lando Norris resguardando seu título mundial e Oscar Piastri buscando uma redenção, a McLaren ainda pode se beneficiar do fato de não ser uma fabricante e usar motor Mercedes. Com uma obrigação, e preocupação, a menos, todos os esforços podem ser voltados para a construção de um carro que seja competitivo desde o início - o que não foi o caso da equipe na era de efeito solo.
Mercedes
Dona de um gigantesco conhecimento em relação à produção de unidades de potência boas e confiáveis, na mesma proporção, a Mercedes chega em 2026 com a 'faca e o queijo na mão' para disparar à frente das concorrentes e iniciar uma nova era como time a ser perseguido até com uma vantagem relativamente confortável.
Se conseguir evitar a grande bagunça feita de 2022 a 2025, onde claramente não compreendeu o regulamento, o esquadrão de Brackley tem tudo para voltar aos anos consecutivos de glória, desta vez com Andrea Kimi Antonelli e George Russell.
E, claro, mostrar para Alpine que abrir mão da fabricação dos próprios motores e se juntar a eles foi uma boa ideia.
Red Bull
Sem Christian Horner, sem Helmut Marko... mas com Max Verstappen e Laurent Mekies! 2026 definitivamente marca o início de uma nova era na Red Bull. O time de Milton Keynes chega à nova temporada com seu alto escalão automobilístico reformulado, além de ter entrado na difícil missão de fabricar os próprios motores pela primeira vez na sua história.
Depois de ser, praticamente, imbatível por dois anos consecutivos, este ano pode marcar um primeiro passo complicado para a equipe. Afinal, não se sabe como a Red Bull Powertrains vai se portar diante da corrida de motores por ser uma atividade inédita para eles.
Ou seja, 2026 pode ditar um novo capítulo sinuoso para a equipe.
Foto de: LAT Images
Ferrari
Desde 2008 sem um título, a Ferrari é presenteada com mais uma troca de regulamento para tentar retomar os dias de glória quase uma década depois da última vez em que ergueu um troféu após Abu Dhabi. Mas, infelizmente para a turma de Maranello, o clima de paciência não joga a favor deles, uma vez que retornar ao topo ganhou uma carga de importância duas vezes maior.
A Scuderia precisa mostrar para Lewis Hamilton que eles têm condições de colocar o heptacampeão no caminho do oitavo título mundial. Um 2026 decepcionante pode minar qualquer chance do britânico se sujeitar a mais uma, ou duas, temporadas de dificuldades, baixo rendimento e incontáveis questionamentos.
Williams
Para uma equipe em franco crescimento como a Williams, uma mudança tão considerável quanto a de 2026 pode obrigar o time a dar alguns passos para trás. E é exatamente por este motivo que esta temporada toca num ponto quase crucial para o esquadrão de Grove: a consistência.
Seguir na segunda prateleira das equipes, entregando performances sólidas, assim como em 2025, dará o recado claro de que a 'retomada' do time não foi superficial, ou por acaso, e que, por conta disso, o restante do grid deve seguir considerando a Williams como uma adversária real.
Além disso, a equipe também se beneficia dos motores Mercedes e do 'conforto' de poder focar apenas no carro, assim como a McLaren o que, teoricamente, deve ajudar nessa missão.
RB
Pode até não parecer, mas a RB tem muito a perder. Uma troca de motor e um carro novo depois de uma temporada relativamente boa, pode levar a equipe a fazer parte da 'turma do fundão' novamente. E existe um componente crucial nessa história: diferentemente da 'irmã' Red Bull, eles não contam com a genialidade de Verstappen atrás do volante.
Foto de: Aston Martin Racing
Aston Martin
Assim como a Red Bull, 2026 marca uma página totalmente em branco na história da Aston Martin. É o primeiro parágrafo de uma possível alavancada da equipe dentro da hierarquia do grid, pelo menos é o que Lawrence Stroll espera depois de investir pesado, contratar o 'mago' Adrian Newey e optar por desfazer a parceria com a Mercedes para abraçar a Honda.
Claro, um resultado amplamente impactante logo de cara não é o esperado neste momento, mas a Aston precisa mostrar para as outras dez concorrentes, de uma forma ou de outra, que não deve demorar muito para o verde britânico ser visto de maneira muito mais recorrente entre os primeiros lugares na hora da largada.
Haas
A tarefa da Haas não é tão ambiciosa ou complicada, mas se não for bem feita, a equipe tem muito a perder: honrar o nome da Toyota que chega com força total nesta temporada. Um ano decepcionante pode fazer com que uma das marcar mais tradicionais do mercado repense na parceria instaurada.
Audi
Um novo começo de um novo tempo. Para Audi, a temporada 2026 representa 'reconhecimento de campo', entender como a Fórmula 1 funciona, onde ela se encontra entre as outras equipes e qual a meta realista da marca dentro da principal categoria do automobilismo.
Dá para não fazer feio, para ser justo. Se conseguir apresentar um time mais bem preparado, mais alinhado e com resultados relativamente melhores do que da Sauber em 2025, será, de fato, um, início com o pé direito. Mas não pense que será uma tarefa fácil.
Alpine
A Alpine tem bastante a perder em 2026. Tradicionalmente uma equipe de fábrica, a nova gerência entendeu, ainda no ano passado, que era hora de mudar os ares. A nova temporada chega para mostrar, ou fazer o esquadrão de Enstone provar, que se tornar uma cliente foi a 'chamada' correta.
Cadillac
Cadillac e Audi dividem a mesma 'necessidade' neste ano: a de entender e convencer. A equipe norte-americana não tem uma equipe para superar e mostrar que a substituição foi vantajosa, contudo, eles precisam 'provar' para Federação Internacional de Automobilismo (FIA), para F1 e para as outras escuderias que autorizar a chegada do 11° time no grid foi uma boa ideia e que eles justificam essa adição.
VINGANÇA de Piastri? VITÓRIA de BORTOLETO? REVIRAVOLTA de Hamilton? Os DUELOS nos times em 2026
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