F1: Polêmica sobre motor da Mercedes deve chegar ao fim; saiba o que será votado
Será necessário uma super maioria na votação, mas a equipe de Brackley já precisa começar a recalcular a rota
Andrea Kimi Antonelli, Mercedes
Foto de: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images
A polêmica envolvendo os motores da Mercedes na Fórmula 1 pode estar próxima de chegar ao fim, isso porque as fabricantes de unidade de potência estariam próximas de assinar um novo acordo de regras, segundo informações do AutoRacer.
Não é nenhum segredo que algumas equipes teriam notado uma vantagem diferente no motor da Mercedes. As primeiras notícias surgiram ainda no início do ano, quando a Ferrari, Honda e Audi teriam enviado uma carta à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) pedindo investigações na fábrica de Brackley.
O motivo? Acredita-se que a Mercedes tenha encontrado um 'truque' para aumentar a taxa de compressão limitada a 16:1 nesta temporada para 18:1 enquanto o motor estiver quente, ou seja, durante a corrida. É importante ressaltar que a genialidade só funcionaria em altas temperaturas e quando o carro estiver de volta à garagem, a medição estaria dentro dos padrões estabelecidos, já que a regra prevê as análises em temperatura ambiente.
A polêmica ganhou ainda mais força quando a Red Bull decidiu se juntar as outras três rivais e se posicionar contra a continuação da temporada com o motor supostamente irregular. Há informações de que o time de Milton Keynes teria ficado sabendo sobre o truque, tentou replicá-lo e quando não conseguiu, compartilhou com Ferrari, Audi e Honda, mas se manteve isenta de escolher um lado até os últimos dias.
Segundo informações da AutoRacer, as equipes estão cada vez mais próximas de assinarem um novo acordo de regras sobre as unidades de potência. Uma reunião aconteceu entre os membros do PUAC (Comitê Consultivo de Unidades de Potência) e ficou decidido que se houvesse uma super maioria, novas regras seriam discutidas.
O novo regulamento visaria encontrar uma solução que esclareça todos os procedimentos e métodos para o controle autônomo dos motores. Com isso, a área cinzenta explorada pela Mercedes seria eliminada e assim a F1 evitaria qualquer tipo de batalha judicial no futuro.
Agora, a votação não é apenas possível, mas muito provável. A questão para a Mercedes agora é correr atrás do prejuízo e se adequar o mais rápido possível antes do GP da Austrália.
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