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McLaren 'manda a real' quanto à previsão para o GP da China de F1

"Tenho que dizer que, desta primeira parte da temporada, a China é a pista que mais me preocupa do ponto de vista da competitividade", disse o chefe do time

Lando Norris, McLaren MCL38

Chefe da equipe McLaren, Andrea Stella disse que espera que o retorno da Fórmula 1 à China seja um exercício de "limitação de danos" para sua escuderia, devido ao grande número de curvas de baixa velocidade.

A McLaren começou 2024 em boa forma, indo para a quinta rodada da temporada como a terceira equipe na classificação, à frente da Mercedes. Mas, embora continue sendo uma força em circuitos de alto downforce, o time de Woking admitiu no início do ano que sua persistente fraqueza em baixa velocidade ainda não havia sido resolvida. Tal fraqueza pode voltar a assombrá-la em alguns circuitos mais do que em outros, sendo o retorno da F1 a Xangai uma 'dor de cabeça' especial para Stella e cia.

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O autódromo de 5,4 km não é apenas repleto de curvas, mas também tem um início de volta único através do complexo entre as curvas 1 e 4, que combina os tipos de curvas lentas e longas em que a  equipe de Woking não tem aderência em comparação com seus rivais.

"Tenho que dizer que, desta primeira parte da temporada, a China é a pista que mais me preocupa do ponto de vista da competitividade", reconheceu Andrea. "Há muitas curvas de baixa velocidade. Mesmo nas curvas 2 e 3, você passa muito tempo em curvas longas".

"Esse tem sido um tema que tenho repetido. Até agora, não conseguimos melhorar o carro o suficiente nessas curvas longas de baixa e média velocidade. Portanto, do ponto de vista da competitividade, eu esperaria uma situação mais difícil do que aqui em Suzuka, na Austrália e na primeira parte do ano."

Andrea Stella, Team Principal, McLaren

Andrea Stella, Diretor de Equipe, McLaren

Foto de: Erik Junius

"A China pode ser um pouco de 'limitação de danos' para nós. E depois, a partir de Miami, esperamos começar uma fase melhor da temporada de 2024... também mais para a segunda parte da temporada", ponderou o dirigente italiano.

Mas Stella também reconheceu que a China, sede da primeira corrida sprint deste ano, oferece algumas oportunidades, já que as equipes terão apenas uma sessão de treinos livres para se familiarizar com o circuito e seu novo asfalto antes da classificação para a prova curta de sábado.

"Definitivamente, será um evento desafiador, de vários pontos de vista. Qual é a situação do asfalto que vamos encontrar? Ao mesmo tempo, não podemos nos esquecer que Xangai foi uma das pistas mais severas em termos de granulação. Então, como os pneus conseguirão lidar com isso?", questionou ele.

A China também é uma pista complicada em termos de equilíbrio entre algumas partes de alta velocidade, como a entrada da curva 1, e muitas seções de baixa velocidade. "Vendo-a isoladamente, dá uma 'dor de cabeça'. Mas quando você a vê de um ponto de vista competitivo, acho que precisa pensar: 'Mesmo se eu não fizer um trabalho perfeito, mas um pouco melhor do que os outros, então essa pode ser uma grande oportunidade'."

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