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Para Brawn, restrição de gastos pode acabar sem controle devido

Chefe da Mercedes defende maior transparência das equipes grandes no cumprimento do acordo que corta orçamentos

Brawn vê o fim próximo da RRA

A falta de controle está colocando em risco o acordo de restrição de gastos, alerta o chefe da Mercedes, Ross Brawn. As metas, definidas entre as equipes após a crise de 2009, ano em que duas montadoras – Toyota, seguindo a decisão da Honda do final de 2008, e BMW – saíram da categoria, estão apertando cada vez mais os orçamentos e chegaram em um ponto em que estão limitando o trabalho das equipes grandes. 

“Estamos respeitando o acordo de restrição de gastos, mas isso está começando a gerar conflitos porque está incomodando os três ou quatro times que têm de controlar seus recursos para se adequar”, afirmou o dirigente, referindo-se a Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes.

“Acho que há sete ou oito equipes para as quais a RRA não significa nada porque eles sempre estarão abaixo do limite. Chegamos a um ponto em que as metas estão incomodando as equipes grandes e é aí que começam os conflitos e não temos a estrutura necessária para ter o controle e nos assegurarmos para que todos estejam confortáveis, o que gera uma série de acusações.”

Para Brawn, o monitoramento dos gastos deve ser feito de acordo com a mesma referência para todas as equipes, pois só assim a paridade será garantida.

“Apoiamos a ideia da RRA, mas precisa ser mais robusta em relação à forma como é controlada, monitorada e policiada, porque é um diferenciador de performance. Não dá para negar que uma equipe que esteja gastando cinco milhões a mais por ano terá vantagem.”

“Ou avançamos nisso, ou vamos continuar a ter problemas, comentários, rumores, falta de confiança. E isso levará ao fim do acordo. Não temos uma unidade completa em torno da RRA e temos de alcançá-la.”

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